Hoje vivendo uma situação corriqueira em família curiosamente e prazerosamente me surpreendi de como os fatos, as pessoas, os acontecimentos e até mesmo nossos conflitos e incompreensões... nos revelam a todo instante o tênue limite do passado, do presente e porque não do futuro em nossas emoções. Falo por me dar conta de que mesmo não trancada estou detida em casa e da importância que mesmo figurativamente uma porta pode representar. Em maio de 2010 vivi uma experiência ímpar na rue Rennes em Paris, me apaixonei por cada uma delas e na certeza de não ter fotografado todas, busquei guardar nas fotos que fiz minha emoção... Emoção que volto a curti dessa vez acompanhada pela música do Zeca Pagodinho e um vino frizzante Cavicchioli bem gelado, enquanto aguardo meu filho voltar para casa com as chaves...e uma vez trancada a porta eu possa sair?!?!
Ah! infinito delírio Chamado desejo Essa fome de afagos e beijos Essa sede incessante de amor Ah! essa luta de corpos Suados Ardentes e apaixonados Gemendo na ânsia De tanto se dar Ah! de repente o tempo Estanca Na dor do prazer que Explode É a vida é a vida, é a vida E é bem mais...